O Nordeste, a Copa do Mundo e o Direito à Moradia em discussão a partir de sexta

Desta sexta (29)SONY DSC até domingo, o Seminário Legados e Relegados da Copa do Mundo: Quando o Direito à Cidade é Violado será uma oportunidade de troca de informações entre representantes das quatro cidades sede do Mundial no Nordeste. Realizado pelo Comitê Popular da Copa de Pernambuco, o encontro terá um momento público nesta sexta-feira, com debate na Câmara de Vereadores, a partir das 18h30, que terá a presença da relatora da ONU para o direito à moradia, Raquel Rolnik.

“A relatora vem em missão não oficial e aproveita para fazer o contato com autoridades do Governo do Estado e da Prefeitura do Recife durante a sexta-feira”, explica Evanildo Barbosa, diretor da Fase e integrante do Comitê Popular da Copa. Além disso, ela deve acompanhar à tarde visitas a comunidades que estão sendo afetadas pelas obras de mobilidade do Mundial (Coque, Loteamento São Francisco e Cosme e Damião) e à Arena Pernambuco.

O encontro segue no sábado e domingo, sempre  a partir das 9h,  no MarOlinda Cult Hotel (Av: Conselheiro Aguiar, 755, Pina).  O Mundial 2014 atrai as atenções do mundo inteiro para as 12 sedes do torneio. Mas a discussão entre os integrantes dos Comitês Populares das quatro cidades e representantes de comunidades atingidas vai girar em torno da Copa e dos efeitos positivos e negativos que os investimentos recebidos pelas cidades nordestinas têm sobre as suas populações.

A dificuldade das baianas do acarajé para continuarem a trabalhar na Arena Fonte Nova. A luta dos movimentos sociais cearenses para preservação do Parque do Cocó. Os efeitos da construção de um estádio de grande porte em uma cidade com pouca tradição futebolística como Natal. E as milhares de famílias pernambucanas que tiveram ou terão de deixar suas residências por conta das obras do Mundial de 2014, são temas que muitas vezes ficam esquecidos diante do interesse despertado pelos torneio internacional.

Em Pernambuco, mais de 2.000 famílias terão de deixar suas residências por conta de obras relacionadas ao Mundial 2014. O Coque é visto como um exemplo de resistência por ter se organizado e conseguido algumas vitórias na luta pela permanência no bairro. Já o Loteamento São Francisco, em Camaragibe, é uma comunidade onde dezenas de famílias saíram de suas casas e muitos reclamam dos valores baixos das indenizações.

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